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Trump diz que Ucrânia e Rússia aceitaram não voltar a atacar infraestruturas energéticas
O presidente norte-americano adiantou esta segunda-feira que Kiev e Moscovo concordaram em não atacar alvos energéticos. Nos últimos dias, Donald Trump já tinha lançado críticas a Volodymyr Zelensky por este tipo de ataques, considerando que a Ucrânia estava "a prejudicar o mundo".
"A Ucrânia concordou em não atacar alvos energéticos russos. A Rússia concordou em fazer o mesmo!", escreveu o presidente norte-americano na rede Truth Social.
Donald Trump acrescentou ainda que a culpa do aumento de preços dos combustíveis é da guerra na Ucrânia, e não o conflito no Médio Oriente.
"O aumento do preço dos combustíveis é causado principalmente pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, não pela guerra no Irão", argumentou.
Na reação às palavras de Donald Trump, o presidente ucraniano afirmou que o país está pronto a suspender os ataques se os parceiros garantirem que também a Rússia vai parar com os ataques contra infraestruturas energéticas e rotas de abastecimento alimentar.
Nesse sentido, Volodymyr Zelensky pede aos parceiros que sejam específicos quanto aos detalhes deste entendimento a que Trump faz referência.
"A guerra tem de acabar. E uma medida de desanuviamento em relação às infraestruturas críticas pode ser o primeiro passo para a paz. Aguardamos por detalhes específicos dos nossos parceiros", afirmou o presidente ucraniano na rede social Telegram.
No domingo, o presidente norte-americano tinha pedido a Volodymyr Zelensky para "parar de destruir o combustível diesel na Rússia".
“Falámos com ele sobre isso. Há muitos outros alvos [para atingir]. Não atinjam o gasóleo. Isso está a prejudicar o mundo”, afirmou Trump.
Na sequência da invasão da Rússia pela Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kiev tem respondido a Moscovo com ataques a infraestruturas energéticas, colocando em causa a capacidade de produção de combustível da Rússia, que é um dos principais países produtores de petróleo a nível mundial.
A guerra entre Rússia e Ucrânia provocou, sobretudo nos primeiros anos, um choque energético, com a subida de preços do gás e combustíveis após o início do conflito.
No entanto, também a guerra iniciada em fevereiro de 2026, com ataques norte-americanos e israelitas ao Irão, levou a grandes subidas nos preços da energia, com o preço do barril de petróleo a ultrapassar os 100 dólares.
Após um breve cessar-fogo durante o verão, o regresso das hostilidades nesta região do globo levou a uma nova escalada de preços nas últimas semanas. Uma situação que levanta dificuldades ao atual presidente dos Estados Unidos, numa altura em que o país se prepara para as eleições intercalares de novembro.
(artigo atualizado às 17h57 com a reação de Volodymyr Zelensky)